Dando visibilidade ao discurso materno dentro do feminismo

Eu sempre tive uma certa simpatia pelo movimento feminista, mas nunca me considerei feminista pois não estudei a fundo as bases, não tenho conhecimento teórico e muito menos experiência na militância feminista. Foi só quando me tornei mãe que fui me aproximar mais dessas questões, por um caminho bem pouco comum, cheguei ao feminismo porque decidi parar de trabalhar, me dedicar totalmente  à minha filha, ser mãe em tempo integral. E quando tomei esta decisão senti um enorme desconforto comigo mesma, pois mesmo nunca tendo reivindicado a etiqueta de feminista me senti de certa forma ‘traindo o movimento’, como assim eu ia abrir mão daquela liberdade pela qual tantas lutaram antes de mim? Será que eu não estava ‘regredindo’ aos primórdios do patriarcado, me tornando uma mulherzinha submissa e caseira?

Então aconteceu de eu conhecer (ainda que virtualmente) outras mulheres que também sentiam este desconforto e mais do que isso, que chegaram a ouvir muitos destes questionamentos dentro do próprio movimento feminista. Ainda espiando da borda comecei a perceber que estas questões não eram só minhas e que o discurso materno ainda é visto como um assunto menor dentro do feminismo – quando não é visto como totalmente incompatível com ele. Assim conheci o coletivo chamado Feminismo Parental, que está buscando, de maneira plural e colaborativa, desbravar as entranhas do feminismo old school, e cravar ali bandeirinha da maternidade, levantando pautas fundamentais e que ainda estão à margem do discurso feminista.

Pois bem, toda esta introdução foi uma desculpa para pedir uma ajudinha de vocês. A ONU Mullheres em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Secretaria Nacional da Juventude, a Secretaria-Geral da Presidência da República e o Governo Federal estãopromovendo o “Jovens Mulheres Líderes: Programa de fortalecimento em questões de Gênero e Juventude”. O programa terá 15 vagas para capacitação de lideranças. Queremos incluir as mães nessa parada e por isso a Natacha Orestes, idealizadora e fundadora do coletivo Feminismo Parental irá nos representar e concorrer para uma destas vagas.

Para reforçar sua ‘candidatura’ está rolando uma carta de apoio que você pode assinar clicando aqui

Vocês também podem assistir o vídeo de inscrição em que ela explica porque as pautas maternas são importantes para o feminismo.

Quem puder nos ajude a dar mais visibilidade ao discurso materno dentro do feminismo!

 

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